segunda-feira, 30 de agosto de 2010


Perguntas-me se sou feliz, respondo-te que sim, não sei se minto, não sei o que sinto, é um misto de sensações, mas diria que sim sou feliz, podes ter levado grande parte de mim, mas com o tempo tudo se vai recompor, tenho os melhores amigos que se pode ter, compreendem-me, apoiam-me sempre que preciso, fazem ver-me o mundo tal e qual como ele é, sem mentiras, nem falsidades.

Sempre soube que a vida não é nem nunca foi um mar de rosas, e que muitas vezes nos faz muitas partidas e ficamos sem saber o que fazer, ficamos tão perdidos que parece o fim do mundo, mas quem luta sabe no que falo, para se alcançar os objectivos não só é preciso pensar que se consegue, mas sim querer conseguir alcançar todos os objectivos, lutar até não se puder mais, lutador não é aquele que desiste logo ao primeiro obstáculo! É preciso cair e levantarmo-nos muitas e muitas vezes para conseguirmos a estabilidade que necessitamos para sermos felizes (:

Nada é fácil, tudo custa, basta querer.

Lutei muito para aqui chegar, mas isso, como é óbvio seria impossível sem ajuda dos que sempre estiveram comigo, aturar o meu mau-humor constantemente, as minhas birras, os meus choros, não é uma coisa fácil. (:

um enorme obrigada meus amigos.


quarta-feira, 25 de agosto de 2010

I'm not alone*


"Onde quer que nos encontremos, são os nossos amigos que constituem o nosso mundo."
                                                               
  obrigada a todos aqueles amigos que sempre me fizeram sorrir*



stop crying your heart out *.*


"Where all us stars
We're fading away
Just try not to worry
You'll see us some day
Just take what you need
And be on your way
And stop crying your heart out"



terça-feira, 24 de agosto de 2010

She said, Gone*




Fizeste o que te restava, olhos postos no chão,
sem olhar para trás seguiste a tua vida.
"Quero ser livre" repetiste pela milésima vez,
sem qualquer ressentimento, com a maior frieza possível.

Foste a minha grande aposta
mas a minha maior decepção.

Dei-te tudo o que tinha e até o que não tinha,
fiz de ti a pessoa mais importante na minha vida,
entreguei-me a ti de corpo e alma, tornamo-nos
num só, até que de um momento para o outro
não havia nem um eu, mas apenas um tu, pois
eu morri naquele momento, não foi só uma pessoa
que morreu na minha vida mas sim uma grande parte
de mim. Tiraste-me tudo o que eu tinha de bom, o
meu sorriso, a minha felicidade, a vontade  de viver,
não só me tornei numa pessoa insegura como
também fria.

Amei-te de uma forma inexplicável, confiei em ti
todos os meus medos e segredos, tornaste-te no
meu herói, no meu cavaleiro andante. Mas tudo
isso não passou de uma ilusão, até tu.

Para mim sempre foste perfeito, mas no fim disto
tudo percebo que não passaste de um egoísta e
de um orgulhoso.
O amor é cego ou será que fui eu que não quis
ver a realidade e preferi deixar-me levar na tua
onda que me prendeu e me deixou ás
cambalhotas, mesmo depois de ter engolido
tanta água, continuei contigo, naquela onda
tão grande e tão forte que me marcou para o
resto da vida.
As feridas saram mas as cicatrizes ficam para
sempre, e por mais cambalhotas e quedas que
dei permaneci contigo, sem nunca desistir pois
eu pensei que era eterno e continuei a amar-te
com todas as minhas forças.

Mas agora não espero nada de ti e sabes
porquê?
Porque já não tens nada para dar, nem a mim,
nem a ninguém.

 

São só Pianos

"Há várias formas de levar uma relação para a frente. O tempo vai dando indicações se de facto um entusiasmo inicial pode ou não levar a qualquer coisa mais consistente.
Mas nós passamos a vida a carregar pianos.
Certas paixões de adolescência que deixam de ser de adolescência e passam a ser mais sentidas, mais bonitas histórias de amor, paixões impossíveis que nos tiram o sono e a vontade de comer, e escrever coisas muito lamechas.
Mas depois de uma pessoa cresce e habitua-se a sofrer. A esperar. A sonhar um bolo gigante a partir-se em três migalhas.
A acreditar no impossível, a desejar o impensável.
A querer que aqueles que amamos nos tragam o mundo numa bandeja. A isto chama-se carregar pianos, até ao dia em que uma pessoa se cansa, baixa os braços, olha para o piano, encolhe os braços e diz Basta!
Basta de esperar, de sonhos, de promessas de amor, de castelos de areia, de adiamentos, da solidão.
Sentimos-nos a desmanchar por dentro. Não é a partir é só a desmanchar, como se nada tivesse forma ou sentido. E o piano, está ali mesmo á frente, á espera de ser carregado. Dá vontade de o destruir, dá vontade de desabafar com ele e contar o que se passa.
Que o cansaço está acima do sonho, que o medo está acima da força, que a vontade comanda a vida, mas não o amor, porque o amor é uma coisa que nos é dada e temos de aproveita-la e não é a vontade que nos faz lutar, mas sim o facto de amar alguém.
Explicar que o tempo vai trazer ventos que nos indiquem o caminho.
Carregar pianos, escada acima, escada a baixo, as costas doem, os braços tremem, tudo é difícil, tudo é esforço. E o amor transforma-se numa luta , num sacrifício.
E o pior é que quando chegamos ao fim da batalha e o piano está lá em cima, não era aquela sala, nem aquela casa, nem era aquela pessoa.
Carregar pianos, para quê?
Se todos tem rodinhas.
Não é desistir, há sempre uma solução, basta querer."
                                                                                           Margarida Rebelo Pinto